Sobre mim

Mulher. Psicóloga. Mãe de dois.

Sou a Ana Rita Dias, Psicóloga Clínica de formação desde 2007, pós-graduada em Medicina Sexual e membro efectivo da Ordem dos Psicólogos com a Cédula Profissional nº869. Tenho experiência em ambiente hospitalar e escolar e, paralelamente, fui sempre exercendo clínica privada no consultório de Lisboa, prática à qual acabei por me dedicar em exclusivo e que mantenho desde há quase 9 anos.

A maternidade entrou na minha vida há 3 anos. Nunca senti aquela enorme urgência em ter filhos, sabia que a certa altura gostaria de ser mãe mas não era algo muito pensado e ainda tinha outras prioridades. Quando o relógio biológico despertou, deparei-me com a infertilidade e com a montanha russa da procriação medicamente assistida. Após alguns tratamentos, entre eles a fertilização in vitro, apareceu a gravidez tão desejada e achei que o pior tinha passado. Sucede que acabei por ter uma gravidez bastante traumática, muito longe do estado de graça que tanto ouvia falar. O meu filho nasceu, tudo acabou por correr bem, até que, um ano e meio depois de ter dado à luz, surgiu a segunda gravidez, inesperada e espontânea. Após o choque inicial,  fiquei feliz e confiante que desta vez correria melhor e que poderia usufruir dela mas acabou por ser muito semelhante à primeira, com extremas limitações físicas e provações psicológicas. A minha filha mais nova nasceu e mais uma vez, felizmente, tudo acabou em bem.

Ambas as experiências, a infertilidade e as gravidezes de risco, mudaram-me profundamente e iniciaram um percurso de maior contacto com uma vivência da maternidade que era bastante diferente daquilo que a sociedade nos faz acreditar. Comecei a interessar-me muito, cada vez mais, por todos os temas relacionados com a maternidade e, embora já acompanhasse algumas mães em contexto de consulta antes de eu ser mãe, fui percepcionando que nenhuma teoria ou experiência profissional me tinha verdadeiramente preparado para o que quer que seja. Só depois de sentir na pele uma série de coisas é que realizei o impacto do que é isto de ser Mãe, no que que tem de melhor e no que tem de pior. Como consequência, a minha empatia para com todas as mães e para com os seus desafios, independentemente de serem muito diferentes dos meus, cresceu exponencialmente e dei por mim a ter cada vez mais vontade de trabalhar com outras mães e de as ajudar na superação das suas dificuldades emocionais.

Numa tentativa de conciliar o meu lado profissional com o carinho pessoal que ganhei pela maternidade, por todas as nuances que a rodeiam e pelas transformações psíquicas que pode operar em cada mulher, resolvi criar o Mães Ligadas. A Maternidade é uma viagem, talvez a maior de todas, ao interior de nós mesmas. Façamo-la então em conjunto.

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